Núcleo de Inteligência Colaborativa

Série Forum Mundial de Marketing HSM: As pessoas estão no poder

A internet chamada de 1.0 era a conexão entre sites, onde a Google estabeleceu sua marca. Surgiu então a internet 2.0, criando conexão entre pessoas e revelando o potencial das redes sociais, a era Facebook. A próxima conexão será a de dados, e quais serão as empresas a frente desta era?

Entender como clientes se comportam na internet, construir um cultura centrada neste comportamento e gerir as métricas para o desenvolvimento dos produtos e da satisfação de compra foi a missão de Andreas Weigend, ex-cientista-chefe da Amazon.com e nosso palestrante sobre marketing e vendas na era dos dados.

Em uma exposição didática sobre redes sociais e sua influência nos negócios, Andreas conseguiu expor todo seu conhecimento sobre o uso da informação dos consumidores para o negócio de qualquer empresa, independente do ramo de atuação ou volume de faturamento.

Não estamos falando exatamente das redes sociais, pois elas são apenas ferramentas, mas da inteligência coletiva aberta. Pessoas estão trocando milhares de informações, incluindo seus desejos e suas opiniões sobre marcas e produtos. Criando além de uma fonte de informação e pesquisa amplamente acessível, um canal aberto e gratuito de comunicação.

Ao longo do tempo, as novas mídias sempre utilizaram de técnicas anteriores para se projetar, como foi o caso da televisão, criando programas baseados em cases do rádio. Mas televisão não é rádio da mesma forma que internet não é TV. Ou seja, as empresas não estão mais no poder quando se fala de suas marcas, pois elas não comandam mais a comunicação milionária através das mídias tradicionais. Num momento em que as pessoas trocam informações livremente, as empresas precisam entender que agora é preciso dialogar, e muitas ferramentas estão disponíveis para isso.

Muito interessante foi o uso do termo C2W – Consumer to World para representar esta nova forma de comunicação. As pessoas produzem o conteúdo e se comunicam com o mundo. Querem saber as opiniões dos outros, se juntam em grupos e muitas vezes falam sobre o que as empresas já deveriam falar, saindo na frente delas.

Este e o novo marketing, muito mais barato e acessível. Canais como o Twitter, o Facebook e o LinkedIn foram amplamente explorados como ferramentas de comunicação para o processo C2W. A exemplo do search no Twitter e você pode saber em tempo real o que estão falando sobre sua marca e até gerar retorno a este usuário, administrando a situação e trazendo a pessoa para um segundo passo, que seria uma relação com foco no conhecimento mais profundo sobre seus hábitos, iniciando todo o processo de fidelização e venda. Tal como o Facebook, com números crescentes a cada dia, se tornou um canal global de comunicação, permitindo a criação de aplicativos para promover produtos, eventos e até pesquisas.

Estamos falando da revolução social dos dados, que não é tecnológica, mas totalmente social. As pessoas têm expectativas, mas você precisa identificá-las, a partir disso, então terão vencido o filtro social e obterão grandes oportunidades de negócios e relacionamento.

Outro termo colocado por Andreas foi o Comércio Social. Na era dos dados, não existem possibilidades de vender de forma automática e fria como sempre foi feito. Agregue emoção e sentimento em seus produtos e processos. Ficou claro que todos podem explorar a revolução social dos dados, mas existem técnicas para isso, e são bem diferentes das usadas até hoje. As pessoas estão no poder, e isso não é uma previsão, é uma realidade.

A IdeiaLab esteve nos dias 18 e 19 de agosto no Forum Mundial de Marketing da HSM, a convite do Blog HSM, de quem somos colaboradores diretos e para quem escrevemos este post.  Para acompanhar tudo o que aconteceu no Forum, acesse o blog ou o site HSM Global com cobertura completa.

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